MP encaminha pedido de suspensão do uso de inseticida que causou mortandade de abelhas no RS

Uso indiscriminado de agrotóxico em lavouras já dizimou milhões de abelhas no Rio Grande do Sul.
 
 
 
A Promotoria de Justiça de Defesa do Meio Ambiente de Porto Alegre encaminhou esta semana, um pedido para que o governo avalie a possibilidade de restrição do uso do inseticida Fipronil, na modalidade foliar. O agrotóxico é responsável pela mortandade de milhões de abelhas no estado neste ano.
 
O Ministério Público pediu a suspensão provisória do registro do produto no Cadastro Estadual de Registro de Agrotóxicos. O ofício foi encaminhado à Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) e às Secretarias da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural, e de Meio Ambiente e Infraestrutura.
 
Um inquérito civil apurou que em torno de 400 milhões de abelhas morreram no Rio Grande do Sul entre outubro do ano passado e março deste ano, conforme coletas feitas em 32 municípios gaúchos. De acordo com o promotor de Justiça Alexandre Saltz, o MP propôs que as empresas produtoras do inseticida suspendessem voluntariamente a comercialização da modalidade foliar do produto. Somente duas acataram a solicitação.
 
"Duas das maiores produtoras reconhecem, especificamente pela mortandade de abelhas, os danos que a versão foliar do Fipronil representa", destaca o promotor no pedido de suspensão. "Impõe-se avançar na limitação da sua comercialização e uso, especialmente às vésperas do início da safra", ressaltou.
 
No pedido, o MP lembra que há outras formas de uso do inseticida em questão, além de outros princípios ativos com finalidade idêntica que não apresentam risco à produção agrícola.
A Secretaria do Meio Ambiente informou que irá se reunir com as demais pastas para, juntas, avaliarem a restrição do Fipronil, na modalidade foliar. Após o encontro, irá se manifestar de forma oficial.
 
Fonte: G1 RS.