OPINIÃO – Quando a sede de poder transcende os limites do bom senso.

 
 
 
 
Nunca se abordou tanto a questão da saúde pública em São Borja como em 2019, e coincidentemente, faltando pouco mais de um ano para as eleições municipais.
 
Na semana passada abordei o assunto aqui nesse espaço, por não ver bom senso nas críticas direcionadas ao Hospital Ivan Goulart, especificamente ao setor de urgência/emergência. Escrevi na oportunidade que as falhas existem, até por que o atendimento é feito por pessoas, por gente. E elas não são perfeitas.
 
Já de algum tempo as críticas são obras mal acabadas de alguns vereadores que vez por outra fazem questão de atacar um setor tão sensível do cotidiano de uma cidade. Mas ao mesmo tempo em que criticam, pouco fazem, independente de siglas partidárias, para ajudar a minimizar os problemas do setor. Tratam-se de problemas que existem não apenas aqui, mas em todo Brasil.
 
Pois nesta segunda-feira a secretaria de saúde do município e seu titular, José Luiz Machado, foram os alvos do vereador situacionista, sim isso mesmo, do vereador do Progressistas, Adão Santiago.
 
E o mais surpreendente é que já em uma reunião do Progressistas local, não apenas o vereador citado mas também outro integrante do partido, haviam chegado ao descalabro de pedir que o atual secretário seja substituído na pasta da saúde.
 
O motivo alegado? “Estar realizando um excelente trabalho, dentro das possibilidades que a estrutura lhe permite, e que dessa maneira, José Luiz Machado, estará levando vantagem em relação aos demais companheiros de partido quando começar a campanha política no ano que vem e os candidatos a reeleição saírem a pedir votos ao eleitorado”. Na mesma oportunidade foi pedido que o partido o retire da pasta da saúde e que ele retorne a Câmara. Sou obrigado a concluir que alguns integrantes do Progressistas não estão preocupados com a qualidade do trabalho oferecido a população, e sim em continuarem com poderes.
 
Custo a acreditar que o chamado “fogo amigo” esteja direcionado ao secretário da saúde por estar realizando um bom trabalho, mas como a fonte merece todo crédito, tenho que acreditar, e mais do que isso, dizer aos inconformados que mudem o comportamento ou se mudem, inclusive o vereador Marcelo Robalo  que é de um partido aliado na câmara. Isso que estão fazendo é tudo, menos política.
 
Se há setores que não podem ser criticados  na minha modesta maneira de ver na atual administração, são a saúde, a educação, a fazenda, o turismo, cultura, esporte e lazer,  e assistência social. A infraestrutura, por mais que seu secretário e equipe se esforcem, há trabalho pela frente. E nesse caso as críticas são mais constantes.
 
Quando partem da oposição, é perfeitamente compreensível, desde que emitidas com embasamento, com argumentos concretos. Sempre existiram e existirão problemas em uma administração pública, e o papel do legislativo, principalmente da oposição é fiscalizar os atos do executivo. Mas tudo precisa ser feito e dito com um mínimo de bom senso, o que faltou ao vereador Adão Santiago, durante seu pronunciamento no pequeno expediente da sessão da câmara .
 
Vamos combinar que com vereadores situacionistas tendo esse tipo de comportamento, não há necessidade de existir oposição.
 
OPINIÃO: Paulo Roberto Pires.