Assim como os arrozeiros da região central, a Fronteira Oeste também vai solicitar auxilio do governo federal para o setor.

 
 
 
 
 
Os arrozeiros de Cachoeira do Sul, liderados pela União Central de Rizicultores (UCR), estão com suas máquinas nas ruas centrais da cidade, desde a segunda-feira (5). Faixas com questionamentos à margem de lucro e sobre a justiça social na cadeia produtiva estão na frente dos tratores, estacionados. A mobilização dos arrozeiros pretende reunir até sexta-feira, dia 09, as reivindicações do setor, a serem entregues ao presidente Jair Bolsonaro que estará em Camaquã no dia 12 de agosto.
 
 
AMFRO TAMBÉM ESTÁ MOBILIZADA
 
 
Na mesma linha de atuação o AMFRO – Associação dos Municípios da Fronteira Oeste, realiza na próxima sexta-feira no Parque Assis Brasil em São Gabriel, o debate “Arroz na Fronteira Oeste – Desafios e Perspectivas”. O evento será liderado pelo prefeito de São Borja e presidente da AMFRO, Eduardo Bonotto, e contará com a presença de prefeitos de municípios da região e lideranças do setor.
 
Segundo Bonotto, o evento também servirá para ouvir o que a classe precisa que o governo priorize, uma vez que a queda na produção vem aumentando a cada ano.
 
Na semana que passou o IRGA - Instituto Riograndense do Arroz realizou encontro dos produtores e autoridades de São Borja para apresentar os resultados da safra 2018/2019. O presidente da Câmara de Vereadores, Jefferson Homrich, que esteve na reunião, disse na oportunidade que "a situação é preocupante. São  Borja que já teve mais de 600 produtores de arroz, hoje tem apenas 136 dispostos e investir na próxima safra. Nos últimos cinco anos a queda se acentuou na medida em que há uma migração de cultura, com a opção de plantar soja, pela valorização do produto no mercado internacional. O arroz por sua vez, há anos vem sofrendo com a falta de subsidios, com o aumento constante nos preços dos insumos, praticamente inviabilizando o plantio, sem que os governos nada façam pelo setor. Outra questão levantada por Jefferson se refere a dimuição do consumo do produto, não pelo preço final ao consumidor, mas devido a campanhas que colocam o arroz como um dos vilões da saúde humana".
 
Já o presidente da AMFRO, e prefeito de São Borja, Eduardo Bonotto, explica que "o evento que a entidade promoverá na próxima sexta-feia, dia 09 de agosto, também servirá para deliberar sobre as reivindicações que os produtores da Fronteira Oeste levarão ao presidente Bolsonaro". A expectativa segundo ele, "é que as lideranças presentes em São Gabriel se conscientizem da importância de fomentar a produção orizícola na região, por tudo que ela representa, mas principalmente pelo fato de que a economia da região depende de setor".