Críticas ao Hospital Ivan Goulart – Qual é o objetivo mesmo?

    
Desde o advento das redes sociais que vemos comentários com críticas direcionadas ao atendimento no Hospital Ivan Goulart, e elas são perfeitamente compreensíveis. Até por que sempre o meu problema de saúde precisa ser tratado primeiro que o do outro, o meu problema é mais sério e por isso mereço atendimento imediato.
 
Mas muitas vezes são postadas críticas infundadas, por causa de um pequeno problema, daqueles que na maioria das vezes para o qual há um remédio dentro de casa ou nos ESFs. Mas algumas pessoas preferem procurar o setor de urgência / emergência do hospital. Já aconteceram casos, e não faz muito tempo, que a mando de alguém, gente conhecida foi até o hospital, fez verdadeiros comícios, na sequência chamou o mandante, que seguiu no mesmo ritmo, dirigindo-se a funcionários da instituição com impropérios, palavras de baixo calão, agressão verbal pura, atitudes populistas, com o claro objetivo de conquistar simpatias para seguir enganando os desinformados. Mas parece que isso acabou, pelo menos por enquanto.
 
Esta semana foi a vez do comunicador e também vereador Eugênio Dutra usar seu programa de rádio para criticar o hospital, acusando a instituição de prestar mau atendimento, numa atitude claramente populista. 
 
Depois de tantos anos como vereador ele já poderia ter ajudado a resolver os problemas na área de saúde. Quando foi presidente da Câmara em 2017 teve uma grande oportunidade de deixar registrada sua passagem pelo cargo, com mais trabalho pela melhoria do setor em São Borja. Não, ele optou por uma obra faraônica na casa, além de realizar outras despesas que o município não podia contrair na ocasião, uma vez que o prefeito Eduardo Bonotto havia declarado estado de calamidade financeira do município.
 
E os gastos da sua administração só não foram maiores por que veio à público a intenção de construir um “puxadinho” no prédio da câmara, porém devido as críticas que sofreu, teve bom senso e voltou atrás.
 
Que o Ivan Goulart tem problemas todos nós sabemos, é não é de hoje, assim como todos os hospitais brasileiros conveniados com o SUS. Se pessoas que possuem convênios com o IPE, apenas para citar um exemplo, muitas vezes encontram dificuldades quando precisam de atendimento médico ou de uma consulta, imaginem quem depende do plano de saúde público. Só não tem problemas o Mãe de Deus em Porto Alegre, o Albert Enstein e o Sirio Libanes em São Paulo.
 
Os serviços de atendimento no setor de urgência / emergência são pagos pela prefeitura e são mantidos a duras penas, hoje eu conheço essa realidade. Talvez muitos não saibam, mas o governo do estado deve a prefeitura de São Borja mais de 5 milhões de reais, do período de José Ivo Sartori.
 
O serviço do SAMU 192 vem sendo mantido graças a iniciativas radicais até, da atual administração municipal. Não fosse isso, hoje a população só poderia contar com o atendimento do Corpo de Bombeiros para casos de urgência/emergência. Nunca vi qualquer iniciativa de parte do comunicador /vereador, para ajudar a solucionar esse que é um problema grave, mas que apesar dos pesares continua prestando relevantes serviços a população.
 
Quantos municípios do estado e do país gostariam de ter um hospital Ivan Goulart e não tem. Já pararam para pensar?
 
Hoje o vereador Eugênio Dutra ocupa o cargo de tesoureiro da casa, e como tal pode muito bem auxiliar com atitudes e não com falácias, para que a administração municipal melhore no que for possível, e os recursos permitirem, os atendimentos de saúde.
 
O fato de o Hospital Ivan Goulart contar na sua direção com pessoas bem sucedidas financeiramente, não significa que elas tenham que bancar tudo o que a instituição oferece a comunidade.
 
O SUS existe graças aos impostos pagos pelos contribuintes e isso me parece ser argumento mais do que suficiente para que o vereador, bem relacionado com inúmeros políticos com poderes de decisão em Porto Alegre e Brasília, exija que o município receba os mais de 5 milhões que lhe é devido.
 
Mas se a atuação do senhor Eugênio Dutra visa apenas “jogar para a torcida” ou torcer pelo “quanto pior melhor”, de olho nas eleições do ano que vem, é preciso rever sua tática. Essa está pra lá de ultrapassada.
 
OPINIÃO: Paulo Roberto Pires.