OPINIÃO – Um ano após assumir a Secretaria da Saúde José Luiz Machado é avaliado positivamente, mas ele próprio admite que há muito por fazer.

 
 
 
 
Não é de hoje que leio e ouço criticas, muitas vezes infundadas, à saúde pública em São Borja. Isso acontece desde o início de 2017 quando a atual administração tomou posse.
 
De lá para cá dois secretários da saúde foram substituídos, mas com o objetivo de oferecer o melhor para a população que na sua maioria depende dos serviços públicos.
 
O atual secretário José Luiz Machado, vereador eleito, no ano passado deixou a câmara para assumir a pasta, mesmo sabendo do enorme desafio que teria pela frente. Apesar das críticas sofridas, principalmente via redes sociais e também da oposição na Câmara de Vereadores, elencou objetivos a serem alcançados e hoje o trabalho que realiza a frente da secretaria, se não recebe elogios, pelo menos deixou de ser motivo de reclamações.
 
Bem assessorado por qualificados profissionais da área, consegue atender a maioria das demandas. Implantação do programa Melhor em Casa, criação do CER - Centro de Recuperação Física e Auditiva, remodelação de prédios de ESFs, construção da Farmácia Básica do bairro do Passo, conquista de novos veículos para tornar mais ágeis os serviços prestados a população, previsão ainda para este ano da construção de uma nova farmácia básica para atender a zona sul da cidade e a instalação do Posto de Saúde Central no prédio construído para funcionamento da UPA, são conquistas que não podem ser ignoradas.
 
É preciso contratar mais médicos e disso José Luiz Machado tem consciência, mas os recursos superiores a R$ 5 milhões que o governo Sartori deixou de repassar, ainda hoje de alguma forma refletem negativamente no funcionamento na saúde pública no município.
 
E esta semana um número acendeu o sinal de alerta: São Borja, segundo levantamento, deve ter no máximo 67 mil pessoas cadastradas no sistema SUS, no entanto são 80.140. Diante desse fato novo foi determinada a realização de recadastramento, afinal de contas são 13 mil pessoas a mais do que o previsto, sendo atendidas indevidamente pela saúde pública na cidade. É o dinheiro que as vezes falta para atender aqueles que de fato aqui residem.
 
A conta não fecha e a conclusão que se chega é de que moradores de municípios da região, usando contas de água ou luz de familiares ou amigos que moram aqui, como atestado de residência, agem de má fé utilizando os serviços de saúde em São Borja.
 
Em casos de urgência/emergência é compreensível, mas para realização de simples consultas ou mesmo para buscar medicamentos disponibilizados gratuitamente, não.
 
Há outra situação que preocupa: o elevado número de pessoas que agendam consultas, coleta de materiais para exames laboratoriais e na data agendada não aparecem para realizar os procedimentos. Há casos de pessoas que realizam consulta, coletam materiais para exames e depois não buscam os resultados. Isso é dinheiro da saúde que vai para o ralo. Trata-se de uma situação que também preocupa o secretário José Luiz Machado.
 
Recentemente o questionei sobre situações indesejadas que surgem e precisam ser sanadas, principalmente em casos de atendimento ao público. Disse o secretário que zerar problemas é utopia, não tem como. Em qualquer município onde se vá, eles existem. O trabalho incansável realizado por toda sua equipe, tem por objetivo minimizá-los, oferecer o melhor ao público. Acabar com todos os problemas seria o ideal, mas é humanamente impossível.
 
Opinião: Paulo Roberto Pires.