TURISMO - Visite e conheça São Borja, cidade com 339 anos de história e tradição

A cidade localizada no Rio Grande do Sul, foi fundada em 1682 pelos padres jesuítas, sendo a primeira dos Sete Povos das Missões.

Tem a civilização mais antiga do estado, e uma das mais antigas do Brasil, sendo povoada ininterruptamente desde sua fundação. Situa-se na fronteira oeste do Rio Grande do Sul, na margem esquerda do rio Uruguai, e é fronteira natural com a cidade de Santo Tomé localizada na província de Corrientes, na Argentina.

Três rodovias federais cortam o município. A BR 285 para quem chega de Santa Catarina passando pelas regiões do planalto médio e pelas missões. A BR 287, para quem vem de Porto Alegre e da região central gaúcha, e a BR 472, para quem chega pelo oeste, onde estão localizadas as cidades de Uruguaiana e Itaquí, e também para quem vem do vizinho país, o Uruguai. Está distante 600 quilômetros da capital, Porto Alegre.

Todo visitante ao chegar em São Borja irá encontrar um trevo bonito e permanentemente conservado, uma espécie de saudação de boas vindas. Também um pouco da sua história política, pois nos pórticos de entrada da cidade são exibidas fotos de dois filhos ilustres da terra: os ex-Presidentes da República, Getúlio Vargas e João Goulart.

 

 

Principal trevo de acesso a cidade...

 

 

Um dos pórticos exibindo fotos dos ex-presidentes naturais da cidade...

 

 

Após instalar-se em um dos hotéis, em casas de familiares ou amigos, o visitante poderá traçar um roteiro para conhecer os principais pontos turísticos, que não são poucos.

Uma dica: iniciar pelo Bairro do Passo onde está localizado o Cemitério Paraguaio locam em que segundo conta a história, estão sepultados restos mortais de soldados paraguaios, que comandados pelo General Solano López, em 10 de janeiro de 1865 invadiram o Brasil por São Borja, na tentativa de estender a fronteira daquele país até o Oceano Atlântico.

Os que não caíram em combate foram expulsos pelo exército brasileiro, hoje representado pelo histórico e respeitado 2º Regimento de Cavalaria Mecanizada João Manoel.

 

 

Cemitério Paraguaio...

 

 

Uma das batalhas da Guerra do Paraguai simbolizada no interior do 2º RC Mec...

 

 

Bem próximo ao Cemitério Paraguaio fica um dos principais pontos turísticos de São Borja: o Cais do Porto do Rio Uruguai.

Durante o ano todo, bares servem o mais apreciado prato da culinária ribeirinha: o peixe frito. A matéria prima é pescada nas águas do rio e preparada com a qualidade que atrai muita gente para aquele ponto da cidade. Há quem diga que vir a São Borja e não dar uma “esticada’ até o Cais do Porto, é como ir a Roma e não ver o Papa.

Em dias de céu claro, no final de tarde é possível apreciar da ‘Ponta da Faixa” o por do sol, considerado um dos mais belos do mundo.

Durante o verão o local recebe diariamente milhares de pessoas da cidade e visitantes de todos os cantos do país.

Em fevereiro no Reinado de Momo, acontece no cais umas das maiores festas de carnaval ao ar livre realizadas em território gaúcho: o Cais Folia. Durante as quatro noites de realização do evento, mais de 40 mil pessoas participam do carnaval no cais de São Borja.

 

 

O Por do Sol em São Borja, espelhado nas águas do Uruguai...

 

 

O cais e seus bares atrai nativos e visitantes o ano inteiro...

 

 

Cais Folia, uma festa que arrasta milhares de pessoas todos os anos...

 

 

Outro ponto da cidade que atrai centenas de freqüentadores principalmente aos finais de semana, é o Parque General Vargas, o Parcão.

No local em anos passados existia o estádio de futebol do Sport Clube Internacional, que foi totalmente remodelado pela administração municipal e hoje conta com Academia ao Ar Livre, quadras poli esportivas, quadra para prática de vôlei e futebol de areia, pista de skate, área gramada com muita sombra, ponto ideal para familiares e amigos se encontrarem, colocar a conversa em dia e sorver o tradicional chimarrão.

O Parcão também é utilizado para realização de eventos culturais, esportivos e musicais, que atraem centenas de pessoas a cada edição.

 

 

Parque General Vargas, o Parcão, na região central da cidade...

 

 

Há quem diga que a vida é comparável a um trem. Na memória de quem aqui vive, esteve ou simplesmente passou pela cidade nos tempos do transporte ferroviário, está a velha estação.

Hoje não existe mais a linha férrea, mas sua história bonita está eternizada em letras de músicas, em poemas e no prédio que foi recuperado, com a manutenção de suas linhas arquitetônicas.

Fundado em 1913, no local funciona o Centro Cultural de São Borja. Quando visitar a cidade vá até o remodelado prédio da antiga estação de trem. É possível que você realize uma viagem imaginária no tempo.

 

 

Antigo prédio da Estação Férrea, hoje Centro Cultural do município...

 

 

Entre as inúmeras atrações existem locais onde a crença e a fé se misturam. Na região do Cais do Porto foi construído o oratório de Nossa Senhora dos Navegantes. Em meio ao verde nativo está a imagem da santa protetora daqueles que ao longo de décadas navegam pelo Rio Uruguai, seja para ganhar o pão de cada dia com a atividade pesqueira, ou para o simples lazer.

Bem próximo dali foi construído uma espécie de santuário para saudar Iemanjá, a Rainha das Águas. As homenagens acontecem sempre na data de 02 de fevereiro. São duas festas bonitas que atraem milhares de pessoas para a beira do rio.

 

Oratório de Nossa Senhora dos Navegantes...

 

 

 

Estatuá para homenagear Iemanjá, a Rainha das Águas...

 

 

Na zona oeste da cidade o visitante irá encontrar o túmulo onde está sepultada Maria do Carmo, considerada por milhares de fiéis como “Santa missioneira e profana”. Quem visita São Borja não deixa de ir até o túmulo para fazer, pagar promessas ou simplesmente conhecer o local.

Recentemente junto ao túmulo de Maria do Carmo foi afixada uma estátua em sua homenagem, obra do artista plástico são-borjense, Rossini. Ir até lá, onde há mais de um século foram encontrados e enterrados os restos mortais de Maria do Carmo, é quase que uma obrigação para quem visita a cidade.

 

 

Túmulo de Maria do Carmo, santa profana e missioneira...

 

Estátua colocada junto ao túmulo de Maria do Carmo...

 

 

O cemitério Jardim da Paz localizado no bairro Florêncio Guimarães é também um dos pontos mais visitados de São Borja.

Nele estão sepultados os restos mortais de João Goulart, o Jango, o segundo presidente do Brasil, natural dessa terra, de Aparício Mariense da Silva, outro nome importante na história da política brasileira, e do ex governador do Rio Grande do Sul e do Rio de Janeiro, Leonel Brizola.

 

 

Jazigo onde estão os restos mortais de João Goulart e de Leonel Brizola...

 

Jazigo onde está sepultado Aparicio Mariense da Silva...

 

 A história do Brasil tem pontos de referência na cidade de São Borja, conhecida no país e no mundo como a Terra dos Presidentes.

Andando um pouco mais o visitante chegará a Praça XV de Novembro, no centro da cidade, onde está a marca do arquiteto Oscar Niemayer: o Mausoléu de Getúlio Vargas e também a estátua do grande estadista.

 

 

Mausoléu de Getúlio Vargas no centro da praça...

 

Estátua do ex presidente Getúlio Vargas...

 

 

Muitas das histórias da vida pessoal, familiar, profissional e política de Getúlio Vargas e de João Goulart, dois são-borjenses que foram presidentes do Brasil, estão em dois endereços próximos um do outro, e também em uma propriedade rural.

A casa onde viveu Getúlio abriga hoje o museu que leva o seu nome e está localizada na avenida denominada Presidente Vargas, numero 1772. Pouco menos de duas quadras dali, na altura do número 2033, está a casa onde viveu Jango que é mantida pelo município. Nela funciona o Museu Casa João Goulart.

Conta a história que principalmente na casa de Jango, como era chamado o presidente, foram tomadas inúmeras decisões sobre os destinos do país. Assim como, ainda segundo a história, aconteceu na Fazenda do Itú que pertenceu a família Vargas, e hoje é de propriedade de um grupo empresarial que mantém intactos e conservados vestígios da vida de Getúlio na propriedade.

Era para lá que o então presidente se recolhia quando precisa tomar importantes decisões sobre o Brasil que ele governou.

 

Casa onde viveu o ex presidente João Goulart...

 

      

Acima a casa onde Getúlio Vargas viveu sua infância. Abaixo a histórica Fazenda do Itú...

 

 

A paróquia São Francisco de Borja foi criada em 1846. É a mais antiga pertencente a atual Diocese de Uruguaiana,  que passou a existir em 1910.

A atual igreja foi construída já no século XX no mesmo lugar onde havia outro prédio que deu lugar a uma edificação mais moderna que com suas linhas arquitetônicas encanta visitantes. No seu interior estão imagens e peças religiosas, que contam um pouco do muito da história da cidade, uma das mais antigas do estado.

A presença evangelizadora existe desde a fundação do então povoado de São Francisco de Borja, criado pelos padres jesuítas em 1682.

 

 

Prédio da antiga Igreja de São Francisco de Borja...

 

 

O atual prédio da Igreja, localizado no coração da cidade...

 

São Borja é conhecida como a Capital Estadual do Fandango desde 09 de janeiro de 2018 após aprovação do Projeto de Lei número 91/2017 pela Assembléia Legislativo do estado, e sancionado pelo então governador José Ivo Sartori.

Existem na cidade e no interior do município dezenas de piquetes que semanalmente realizam promoções onde não faltam a boa comida da culinária gaúcha e a música regionalista que convida pra dançar.

CTG Tropilha Crioula e Centro Nativista Boitatá são as duas principais entidades tradicionalistas da cidade.

Entre os Piquetes o destaque fica para a Cabanha Manotaço, que além das festas que realiza ao longo do ano também promove ações solidárias, como no período do Natal com distribuição de alimentos e brinquedos para crianças das camadas mais carentes da comunidade.

 

 

Prédio do CTG Tropilha Crioula...

 

Centro Nativista Boitatá, localizado no Bairro do Passo...

 

O tradicional churrasco campeiro preparado na Cabanha Manotaço...

 

Além das opções com bons restaurantes e hotéis existentes na cidade, também é possível cruzar o Rio Uruguai através da Ponte da Integração e ir a Santo Tome – Argentina.

Estabelecimentos do gênero com boa qualidade não faltam por lá e o visitante também irá encontrar o cassino, que mesmo estando localizado no país vizinho, atrai milhares de visitantes a São Borja todos os anos.

Você ainda não conhece a Terra dos Presidentes e Capital Gaúcha do Fandango? Pois programe-se para visitar uma das mais interessantes cidades do sul do país, com inúmeras atrações turísticas o ano todo. E conhecer sua história construída ao longe de três séculos. 

 

 

Ponte da Integração sobre o Rio Uruguai, ligando São Borja a Santo Tome / Argentina.

 

Se você é de São Borja e está distante do pago não esqueça: "quem bebe do Uruguai não vive longe de casa".